Foz do Iguaçu completa dois anos sem registrar mortes por dengue

CCZ mantém ações permanentes de combate ao mosquito, enquanto nova etapa do método Wolbachia será implantada em 28 bairros da cidade.

Foz do Iguaçu completa dois anos sem registrar óbitos por dengue, resultado de uma série de estratégias adotadas pelo município para o controle do mosquito Aedes aegypti. De acordo com o boletim epidemiológico mais recente da Secretaria Municipal de Saúde, a cidade contabiliza 3.535 notificações da doença, com 35 casos confirmados, 3.345 descartados e nenhuma morte registrada.

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O cenário reflete o trabalho contínuo realizado pelo Centro de Controle de Zoonoses (CCZ), que promove visitas domiciliares, ações de conscientização e monitoramento de possíveis criadouros do mosquito durante todo o ano.

Segundo a coordenadora técnica do CCZ, Renata Defante Lopes, os resultados são fruto da combinação entre as ações desenvolvidas pelas equipes de saúde e a participação da população na eliminação de focos do mosquito.

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Entre as estratégias utilizadas pelo município está o método Wolbachia, tecnologia inovadora que consiste na liberação de mosquitos Aedes aegypti portadores da bactéria Wolbachia. Ao se reproduzirem com os mosquitos locais, os descendentes passam a carregar a bactéria, que reduz a capacidade de transmissão da dengue e de outras arboviroses para os seres humanos. O método é considerado seguro para pessoas, animais e para o meio ambiente.

Uma nova etapa de liberação dos mosquitos terá início na próxima terça-feira (25) e atenderá 28 bairros de Foz do Iguaçu. A cidade recebeu a tecnologia pela primeira vez em 2024 e, desde então, vem ampliando as ações de monitoramento e acompanhamento dos resultados.

O método Wolbachia é desenvolvido pela Fiocruz e pela Wolbito do Brasil, com apoio do Ministério da Saúde, da Secretaria de Estado da Saúde do Paraná e da Itaipu Binacional.

Apesar dos avanços, as equipes de saúde reforçam que a colaboração da população continua sendo fundamental para manter os índices sob controle. A orientação é eliminar recipientes que possam acumular água parada, realizar a limpeza frequente de quintais e calhas e ficar atento a possíveis criadouros do mosquito.

Fonte: Prefeitura de Foz do Iguaçu

Escrito por Emilly Delpino

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