A inauguração do Laboratório de Ressonância Magnética Nuclear (LabRMN) da Universidade Federal da Integração Latino-Americana (UNILA) representa um avanço para a pesquisa científica em Foz do Iguaçu e em toda a região trinacional. Instalado no Itaipu Parquetec, o espaço passa a integrar uma rede estadual de pesquisa e inovação e poderá atender tanto projetos acadêmicos quanto demandas de órgãos de fiscalização e controle.
O principal equipamento do laboratório é um espectrômetro de Ressonância Magnética Nuclear (RMN), tecnologia capaz de identificar a composição química de diferentes materiais com alto grau de precisão. A ferramenta pode ser utilizada em estudos científicos, análises de alimentos e bebidas, investigações envolvendo drogas e substâncias ilícitas e até na detecção de adulterações em produtos.

Segundo uma das coordenadoras do laboratório, Caroline da Costa Silva Gonçalves, o equipamento amplia significativamente a capacidade científica da região.
“Esse equipamento tem potencial para contribuir com a evolução da ciência na região”, destaca.
O LabRMN integra o Novo Arranjo de Pesquisa e Inovação (Napi) RMN, da Fundação Araucária, que reúne estruturas voltadas à pesquisa acadêmica e à prestação de serviços para órgãos de fiscalização. Com a entrada da UNILA na iniciativa, a universidade passa a integrar uma rede composta também pela Universidade Federal do Paraná (UFPR) e pelas universidades estaduais de Londrina (UEL), Maringá (UEM) e Ponta Grossa (UEPG).

Além de fortalecer a infraestrutura científica regional, o novo laboratório elimina a necessidade de pesquisadores e instituições locais enviarem amostras para análise em outras cidades. A proposta também é transformar o espaço em um ambiente aberto à colaboração científica.
“Estamos com um laboratório bastante aberto para receber os pesquisadores que quiserem nos visitar, analisar suas amostras ou passar um tempo aqui”, afirma Caroline.
Referência para a região trinacional
Para a reitora da UNILA, Diana Araujo Pereira, a instalação do equipamento reforça o papel estratégico da universidade na produção científica brasileira e latino-americana.
Segundo ela, a chegada da tecnologia à instituição amplia as possibilidades de cooperação acadêmica e de desenvolvimento de pesquisas com impacto regional e internacional.
“Afinal, trazer um RMN, um aparelho com essa potencialidade investigativa científica para a UNILA, significa cooperação, colaboração no desenvolvimento da ciência nacional, latino-americana e caribenha”, afirma.
Aplicações que beneficiam a sociedade
Mesmo recém-inaugurado, o laboratório já participa de pesquisas com potencial impacto direto na saúde pública. Entre os estudos em andamento está a análise da composição química de cigarros eletrônicos.
De acordo com Caroline, as avaliações realizadas até o momento identificaram níveis de nicotina superiores aos informados pelos fabricantes em alguns produtos.
“O potencial de gerar vício é muito maior. Além de haver outras substâncias que as pessoas estão lançando diretamente no pulmão sem saber”, alerta a pesquisadora.









